quinta-feira, 26 de maio de 2016

Dolo eventual

Gosto de iniciar e finalizar ciclos com textos... A sensação que tenho é que os registros doídos ou não, são uma forma de eternizar esses momentos. Não para que fiquem presentes, mas para que se tornem boas lembranças, exatamente no tempo passado!
Sempre me questionei sobre o dolo eventual, quando o agente, mesmo sem querer efetivamente o resultado, assume o risco de o produzir.  Que estranho isso... Querer não querendo... Fazer sabendo que pode incorrer num risco de perder algo muito maior, sonhos construídos, histórias bem vividas, planos, sintonia ... Acho um ato de coragem ou talvez de libertação... Coragem porque há de se desprender do todo por um instante que pode durar todo sempre, libertação porque talvez aquilo seja exatamente o que se queria fazer, o meio foi forjado para simular o tal do dolo eventual. Os nossos quereres são tão próprios, tão nossos e às vezes tão dissimulados que enganam até a nós mesmos. Escolhas que vão, escolhas que ficam , escolhas que doem e embriagam o sono do amor que nunca mais vai acordar! 26/05/2016 Lady Dan 


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